As criptomoedas transformaram o cenário financeiro global, oferecendo alternativas descentralizadas para transações, investimentos e serviços financeiros. Em 2025, o mercado cripto atingiu uma capitalização de mais de US$ 3,75 trilhões, com milhares de moedas disponíveis. No entanto, apenas algumas se destacam como as mais utilizadas, seja por sua adoção em transações, integração em plataformas financeiras ou popularidade entre investidores e comerciantes. Com base em dados recentes de capitalização de mercado, volume de negociação e casos de uso, este artigo explora as três criptomoedas mais utilizadas em 2025: Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Tether (USDT). Cada uma desempenha um papel único no ecossistema cripto, e este guia detalhado, com mais de 2.000 palavras, oferece uma visão abrangente sobre suas características, aplicações, vantagens, riscos e perspectivas futuras.
1. Bitcoin (BTC): O Ouro Digital
O que é Bitcoin?
Criado em 2009 por uma entidade anônima conhecida como Satoshi Nakamoto, o Bitcoin é a primeira e mais reconhecida criptomoeda do mundo. Operando em uma blockchain descentralizada, utiliza o mecanismo de consenso Proof of Work (PoW), onde mineradores validam transações resolvendo problemas matemáticos complexos. Com uma oferta limitada de 21 milhões de moedas, o Bitcoin é frequentemente comparado ao ouro devido à sua escassez e função como reserva de valor. Em agosto de 2025, o Bitcoin lidera o mercado com uma capitalização de US$ 2,3 trilhões, representando cerca de 61% do mercado total de criptomoedas.
Como é utilizado?
O Bitcoin é amplamente utilizado para:
- Reserva de valor: Considerado “ouro digital”, é adotado por investidores institucionais e individuais como proteção contra inflação e instabilidade econômica.
- Pagamentos: Muitas empresas, como Tesla (em algumas regiões) e varejistas online, aceitam Bitcoin para bens e serviços. No Brasil, plataformas como Mercado Bitcoin integram o Pix para facilitar compras com BTC.
- Transferências internacionais: Permite transferências rápidas e baratas em comparação com sistemas tradicionais como SWIFT.
- Investimento especulativo: A volatilidade do Bitcoin atrai traders que buscam lucros com flutuações de preço.
Exemplo prático
Imagine que você compra 0,1 BTC a US$ 100.000 (R$ 500.000, considerando R$ 5,00 por dólar) em uma exchange como a Coinbase. Você pode armazená-lo em uma carteira como a Coinbase Wallet para HODL (manter a longo prazo) ou usá-lo para comprar um produto em uma loja que aceita Bitcoin, como a Amazon (via parcerias com processadores de pagamento cripto). Se o preço subir para US$ 120.000, seu investimento de R$ 50.000 passa a valer R$ 60.000, gerando um lucro de R$ 10.000.
Vantagens
- Alta liquidez: O Bitcoin é negociado em praticamente todas as exchanges, como Coinbase, Binance e Mercado Bitcoin, com um volume diário de US$ 18,7 bilhões.
- Adoção mainstream: A aprovação de ETFs de Bitcoin nos EUA em 2024 aumentou sua aceitação entre investidores institucionais.
- Descentralização: Não depende de bancos ou governos, oferecendo autonomia financeira.
- Segurança: A blockchain do Bitcoin é uma das mais seguras, com mais de 15 anos sem violações significativas.
Riscos
- Volatilidade: O preço do Bitcoin pode variar drasticamente, como a queda de 50% em 2022 antes da recuperação em 2025.
- Impacto ambiental: A mineração PoW consome cerca de 2,3% da eletricidade dos EUA, levantando preocupações ambientais.
- Riscos regulatórios: Governos podem impor restrições, como a proibição de mineração em alguns países.
- Uso ilícito: Apesar de representar uma minoria, o Bitcoin é usado em transações ilícitas, como lavagem de dinheiro, segundo relatórios de 2020.
Dicas para usar Bitcoin
- Carteiras seguras: Use carteiras de autocustódia (ex.: Coinbase Wallet) ou hardware wallets (ex.: Ledger Nano X) para proteger seus fundos.
- Pesquise exchanges confiáveis: No Brasil, escolha plataformas regulamentadas, como Mercado Bitcoin, que oferecem integração com Pix.
- Gestão de risco: Invista apenas o que pode perder, dado o risco de volatilidade.
- Tributação: No Brasil, lucros com Bitcoin acima de R$ 35.000/mês são tributados como ganho de capital (15% a 22,5%). Declare suas operações na Receita Federal.
Bitcoin em 2025
Em 2025, o Bitcoin atingiu US$ 113.878,89, um aumento de 184 milhões por cento desde 2010. A adoção de ETFs e a integração com plataformas como Coinbase e Binance Connect (que suporta Pix e Apple Pay) fortaleceram sua posição. Além disso, a Méliuz, uma fintech brasileira, anunciou investimentos significativos em Bitcoin, sinalizando confiança no ativo. O halving de 2024, que reduziu a recompensa de mineração para 3,125 BTC por bloco, reforçou a narrativa de escassez, impulsionando o preço.
2. Ethereum (ETH): A Plataforma dos Contratos Inteligentes
O que é Ethereum?
Lançado em 2015 por Vitalik Buterin, o Ethereum é uma plataforma blockchain que suporta contratos inteligentes, permitindo o desenvolvimento de aplicativos descentralizados (dApps) e finanças descentralizadas (DeFi). Sua criptomoeda nativa, Ether (ETH), é usada para pagar taxas de transação (gas) e recompensar validadores. Desde a transição para Proof of Stake (PoS) em setembro de 2022, o Ethereum tornou-se mais eficiente e menos intensivo em energia. Em 2025, o ETH é a segunda maior criptomoeda, com uma capitalização de mercado de US$ 432,9 bilhões, representando 11,8% do mercado cripto.
Como é utilizado?
O Ethereum é amplamente utilizado para:
- DeFi: Plataformas como Uniswap e Aave usam ETH para pools de liquidez e empréstimos descentralizados.
- NFTs: A maioria dos tokens não fungíveis (NFTs), como CryptoPunks, é negociada na blockchain Ethereum.
- Pagamentos e staking: O ETH é usado para taxas de rede, staking (com retornos de 3% a 5% ao ano) e como moeda em transações.
- Desenvolvimento de dApps: Empresas e desenvolvedores criam aplicativos, desde jogos até plataformas financeiras, na rede Ethereum.
Exemplo prático
Você investe R$ 15.000 (US$ 3.000) em 1 ETH na Coinbase e decide fazer staking na plataforma, ganhando 4% ao ano. Após 12 meses, você recebe 0,04 ETH (R$ 600, assumindo preço estável). Alternativamente, pode usar seu ETH em um pool de liquidez na Uniswap, ganhando taxas de 5% a 10% ao ano, embora com risco de perda impermanente.
Vantagens
- Versatilidade: O Ethereum suporta uma ampla gama de aplicações, desde DeFi até NFTs, tornando-o essencial no ecossistema cripto.
- Eficiência energética: A transição para PoS reduziu o consumo de energia em 99,95% em comparação com o PoW.
- Comunidade robusta: A rede tem uma grande base de desenvolvedores, garantindo inovação contínua.
- Liquidez: O ETH é negociado em todas as principais exchanges, com um volume diário de US$ 33,3 bilhões.
Riscos
- Taxas de gás: Embora reduzidas com a camada 2 (ex.: Base), as taxas no Ethereum podem ser altas em períodos de alta demanda.
- Concorrência: Blockchains como Solana e Avalanche oferecem transações mais rápidas e baratas, desafiando a dominância do Ethereum.
- Volatilidade: Como o Bitcoin, o preço do ETH é suscetível a flutuações, com quedas de até 90% em bear markets passados.
- Riscos de contratos inteligentes: Falhas em dApps podem levar a perdas financeiras, como hacks em protocolos DeFi.
Dicas para usar Ethereum
- Use camadas 2: Plataformas como Base (da Coinbase) ou Optimism reduzem custos de transação.
- Stake com cuidado: Escolha plataformas confiáveis como Coinbase para staking gerenciado, mas pesquise as taxas (ex.: até 25% de comissão).
- Explore DeFi e NFTs: Use carteiras como Coinbase Wallet para interagir com protocolos como Uniswap ou marketplaces de NFTs como OpenSea.
- Monitore o mercado: Acompanhe atualizações, como melhorias na escalabilidade do Ethereum, que podem impactar o preço do ETH.
Ethereum em 2025
Em agosto de 2025, o ETH é negociado a cerca de US$ 3.582,88, com forte adoção em DeFi e NFTs. A blockchain Base, lançada pela Coinbase, ampliou o uso do Ethereum com transações mais baratas, enquanto parcerias com empresas como Google Cloud reforçam sua infraestrutura. O Ethereum continua sendo a “prata” do mercado cripto, atrás apenas do Bitcoin, e sua versatilidade o torna indispensável para desenvolvedores e investidores.
3. Tether (USDT): A Stablecoin Dominante
O que é Tether?
Lançado em 2014 pela Tether Limited (parte da iFinex, proprietária da Bitfinex), o Tether (USDT) é a maior stablecoin do mundo, com seu valor atrelado ao dólar americano (1 USDT ≈ US$ 1). Projetado para reduzir a volatilidade típica das criptomoedas, o USDT é amplamente usado como uma ponte entre criptoativos e moedas fiduciárias. Em 2025, o Tether é a terceira maior criptomoeda, com uma capitalização de mercado de US$ 141,4 bilhões.
Como é utilizado?
O Tether é usado principalmente para:
- Hedging contra volatilidade: Traders convertem criptomoedas voláteis (ex.: BTC, ETH) para USDT durante quedas de mercado.
- Transações rápidas: Facilita transferências entre exchanges sem a necessidade de converter para moedas fiduciárias.
- Pagamentos: Algumas plataformas aceitam USDT para bens e serviços, especialmente em mercados internacionais.
- DeFi: O USDT é amplamente usado em pools de liquidez e empréstimos em protocolos como Aave e Compound.
Exemplo prático
Você converte R$ 5.000 em 1.000 USDT na Coinbase para proteger seu capital durante uma queda no preço do Bitcoin. Mais tarde, usa o USDT para comprar 0,33 ETH a US$ 3.000, evitando a conversão para reais e taxas bancárias. Alternativamente, pode fornecer USDT a um pool de liquidez na Uniswap, ganhando taxas de 3% a 5% ao ano.
Vantagens
- Estabilidade: O preço do USDT permanece próximo a US$ 1, reduzindo riscos de volatilidade.
- Alta liquidez: Com um volume diário de US$ 683 milhões, o USDT é aceito em praticamente todas as exchanges.
- Facilidade de uso: Simplifica transações entre criptomoedas e moedas fiduciárias, especialmente em mercados como o Brasil, onde o Pix é integrado.
- Adoção em DeFi: O USDT é a principal stablecoin em protocolos DeFi, representando 97% do volume de stablecoins.
Riscos
- Centralização: Diferentemente do Bitcoin e Ethereum, o USDT é controlado pela Tether Limited, levantando preocupações sobre transparência.
- Reservas questionáveis: Há debates sobre se o USDT é totalmente lastreado por dólares, com apenas 80% em dinheiro e o restante em títulos e empréstimos.
- Riscos regulatórios: A SEC e outras agências monitoram stablecoins, o que pode impactar sua operação.
- Dependência de exchanges: Hacks, como o da Coinbase em 2025, podem afetar saldos em USDT.
Dicas para usar Tether
- Use em exchanges confiáveis: Escolha plataformas como Coinbase ou Binance, que oferecem segurança robusta e integração com Pix.
- Combine com DeFi: Forneça USDT em pools de liquidez para ganhos passivos, mas pesquise protocolos auditados.
- Monitore reservas: Acompanhe relatórios da Tether Limited sobre suas reservas para avaliar a confiabilidade.
- Evite armazenamento de longo prazo: Use USDT para transações ou hedging, mas converta para moedas fiduciárias ou outras criptos para investimentos de longo prazo.
Tether em 2025
O Tether continua sendo a stablecoin dominante, com 97% do volume de stablecoins em 2025. Sua integração com plataformas como Binance Connect e Coinbase, que agora suportam Samsung Pay, facilita seu uso global. No Brasil, a Méliuz e outras fintechs estão explorando stablecoins como o USDT para pagamentos, indicando um crescimento em sua adoção local.
Comparação entre Bitcoin, Ethereum e Tether
Criptomoeda | Capitalização de Mercado (2025) | Caso de Uso Principal | Mecanismo de Consenso | Vantagem Principal | Risco Principal |
---|---|---|---|---|---|
Bitcoin (BTC) | US$ 2,3 trilhões | Reserva de valor, pagamentos | Proof of Work | Alta liquidez | Volatilidade, impacto ambiental |
Ethereum (ETH) | US$ 432,9 bilhões | Contratos inteligentes, DeFi | Proof of Stake | Versatilidade | Taxas de gás, concorrência |
Tether (USDT) | US$ 141,4 bilhões | Hedging, transações | Centralizado | Estabilidade | Centralização, reservas |
Cuidados Gerais ao Usar Criptomoedas
- Educação: Estude cada criptomoeda antes de investir. Recursos como a seção “Learn” da Coinbase e posts no X são úteis para iniciantes.
- Segurança: Use autenticação de dois fatores (2FA) e carteiras seguras. Evite manter grandes quantias em exchanges devido a riscos de hacks, como o ocorrido na Coinbase em 2025.
- Gestão de risco: Invista apenas o que pode perder. Diversifique entre BTC, ETH, USDT e outras criptos para reduzir riscos.
- Tributação no Brasil: Declare lucros acima de R$ 35.000/mês como ganho de capital (15% a 22,5%) na Receita Federal.
- Evite golpes: Desconfie de promessas de retornos garantidos, como carteiras falsas de Bitcoin mencionadas em posts no X.
Conclusão
As três criptomoedas mais utilizadas em 2025 — Bitcoin, Ethereum e Tether — dominam o mercado devido à sua liquidez, adoção e casos de uso distintos. O Bitcoin é a escolha ideal para quem busca uma reserva de valor ou pagamentos globais, com alta liquidez e aceitação mainstream. O Ethereum brilha como a espinha dorsal do DeFi e NFTs, oferecendo versatilidade para desenvolvedores e investidores. O Tether, como stablecoin, é indispensável para hedging e transações rápidas, especialmente em mercados voláteis. Cada uma atende a diferentes necessidades, mas todas exigem cautela devido à volatilidade, riscos regulatórios e desafios de segurança.
No Brasil, a integração com Pix em plataformas como Coinbase e Mercado Bitcoin facilita o acesso a essas criptomoedas, enquanto a Méliuz sinaliza o potencial de stablecoins como o USDT em serviços financeiros. Para maximizar o uso dessas moedas, escolha exchanges confiáveis, estude o mercado e gerencie riscos cuidadosamente. Com o mercado cripto em ascensão, 2025 é um momento empolgante para explorar essas três gigantes, seja para investimentos, transações ou participação em DeFi.